RAIO-X DA COPA: URUGUAI

História, momento, destaques e expectativas da seleção uruguaia para o Mundial

Luiz Malcov (@luiz_malcov)

5/27/20264 min read

Primeira participação

O Uruguai teve a honra de sediar a primeira Copa do Mundo, em 1930, uma edição marcada pelo boicote de seleções europeias que se recusaram a viajar para Montevidéu.

Bicampeã olímpica na época, a seleção celeste confirmou sua supremacia e gravou seu nome na história. Na final disputada no Estádio Centenário, a equipe venceu a Argentina por 4 a 2, tornando-se não apenas a primeira sede, mas também a primeira campeã do torneio.

O boicote europeu não ficou sem resposta. Nas duas edições seguintes, disputadas na Itália e na França, respectivamente, a delegação uruguaia se negou a viajar para a Europa e ficou de fora dos mundiais de 1934 e 1938.

Maracanazo

O bicampeonato uruguaio aconteceria na Copa de 1950. Sediado no Brasil, o torneio representava um momento de respiro social e político, especialmente para a democracia do país anfitrião, que se recuperava após o fim da Era Vargas.

Tratando-se do maior evento do esporte mais popular entre os brasileiros, a Seleção Brasileira assumiu a responsabilidade e avançou até a partida decisiva, onde encontraria a equipe celeste.

O confronto ocorreu no Maracanã, que viria a se consolidar como um dos palcos mais emblemáticos da história do esporte. Em um jogo tenso e de muita dificuldade, o Uruguai conseguiu superar o favoritismo absoluto dos donos da casa, impedindo a primeira conquista do Brasil e confirmando sua segunda estrela.

Com o estádio lotado por quase 200 mil pessoas, o silêncio da derrota brasileira fez com que a imprensa batizasse o feito histórico de “Maracanazo”, classificando-o como um golpe duro e a maior zebra da época.

Participação histórica

Dentre as 14 participações da Celeste em Copas, a que vive até hoje na memória dos amantes do futebol é a campanha de 2010.

A seleção uruguaia realizava ali uma transição de gerações: dois jovens atacantes, Luis Suárez e Edinson Cavani, servindo o já experiente Diego Forlán, que viveria o auge de sua carreira naquele torneio.

Desde 1970, o Uruguai não alcançava as semifinais. Na África do Sul, a equipe teve uma fase de grupos quase perfeita. Após o empate na estreia contra a França, os confrontos seguintes foram contra a seleção da casa e o México.

Com vitórias por 3 a 0 e 1 a 0, respectivamente, a Celeste avançou na liderança e sem ter sua defesa vazada.

Nas oitavas, o jovem Suárez chamou a responsabilidade. O atacante brilhou contra a Coreia do Sul, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 e carimbou o passaporte uruguaio para a lendária partida das quartas de final.

O duelo entre Gana e Uruguai é um dos confrontos mais marcantes da história das Copas. Com tantas camadas de dramaticidade, a partida segue viva no imaginário do esporte.

Gana abriu o placar, resultado que eliminaria a seleção celeste, mas o experiente Forlán conseguiu empatar, mantendo vivo o sonho de quebrar o tabu.

No último minuto da prorrogação, em um bate-rebate na área, Gana encontrou uma finalização fatal. Seria o gol da classificação africana se Suárez não fizesse um “freela” de goleiro.

Com a defesa em cima da linha, o atacante foi expulso e o pênalti foi assinalado. Asamoah Gyan foi para a cobrança e a história foi escrita: a bola explodiu no travessão, mantendo o empate e levando a decisão para as penalidades.

Como se não bastasse para os corações uruguaios, a cobrança decisiva caiu nos pés de Loco Abreu. De forma fria, ele usou sua clássica “cavadinha” e marcou o gol que recolocou o Uruguai em uma semifinal de Mundial.

Na reta final, a seleção acabou superada pela Holanda, que venceu por 3 a 2, placar que se repetiria na disputa do terceiro lugar contra a Alemanha.

Ainda assim, o Uruguai deixou a Copa como a melhor seleção sul-americana e viu Diego Forlán ser coroado como o craque do torneio.

Treinador

Para liderar a renovação após o longo período de Óscar Tabárez, o Uruguai apostou no argentino Marcelo Bielsa.

“El Loco” assumiu a seleção promovendo uma transição geracional imediata, entregando o protagonismo a nomes como Federico Valverde e Darwin Núñez.

Sob seu comando, a tradicional postura reativa deu lugar a uma nova identidade tática: marcação sob pressão, intensidade física e ataques rápidos.

O desafio de Bielsa agora é provar que esse modelo sufocante tem a solidez necessária para fazer a Celeste brigar pelas fases finais do próximo Mundial.

Craques

Assim como em 2010, o Uruguai passa por mais uma transição geracional, e nós, do TDB, separamos dois nomes.

O primeiro é Darwin Núñez, que assume a difícil missão de substituir Luis Suárez. Com passagem marcante pelo Benfica e atualmente defendendo o Liverpool, Darwin é um jogador de referência com ótimo faro de gol.

Para alimentá-lo no ataque, Bielsa conta com um dos melhores meio-campistas da atualidade: Federico Valverde.

Considerado o coração do time, o meia do Real Madrid conduz e controla o volume de jogo uruguaio. Essa dupla promete entregar um alto nível de futebol na Copa de 2026.

Palpite TDB

Nós, do TDB, enxergamos uma seleção muito competitiva, mas com calibre de quartas de final. O Uruguai certamente tem força para avançar na fase de grupos e, possivelmente, se manter vivo até as quartas.

Veredito TDB

O Uruguai é uma equipe com grande potencial e chega como uma forte promessa para incomodar os favoritos.

Crédito de Imagem: Reprodução

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