RAIO-X DA COPA: FRANÇA

História, momento, destaques e expectativas da seleção francesa para o Mundial

5/27/20263 min read

Primeira participação

A França foi uma das quatro seleções europeias a cruzar o Oceano Atlântico para disputar a primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai.

Apesar da campanha modesta, encerrada ainda na fase de grupos, os franceses deixaram uma marca eterna na história do torneio: o atacante Lucien Laurent marcou o primeiro gol da história das Copas do Mundo, na vitória por 4 a 1 sobre o México.

Após esse marco histórico, a seleção passou por décadas de instabilidade até conseguir se consolidar como uma das grandes potências do futebol mundial.

A glória em casa

A consagração definitiva da França no cenário mundial aconteceu em 1998.

Jogando em casa, a seleção comandada por Aimé Jacquet carregava a responsabilidade de unir o país em torno de uma equipe marcada pela diversidade e pelo talento.

Com uma defesa sólida e o brilho incontestável de Zinedine Zidane, os Bleus avançaram até a grande decisão no Stade de France.

O adversário era o Brasil, atual campeão do mundo e favorito ao título, liderado por Ronaldo.

Em uma atuação taticamente impecável, e com dois gols de cabeça de Zidane, a França venceu a Seleção Brasileira por 3 a 0.

O triunfo não apenas garantiu a primeira estrela na camisa francesa, mas também eternizou aquela geração e mudou definitivamente o patamar do país no futebol.

Participação histórica

Entre as grandes campanhas dos Bleus, o bicampeonato conquistado em 2018, na Rússia, representa o auge do pragmatismo e da eficiência do futebol francês moderno.

Sob o comando de Didier Deschamps, a França uniu uma defesa extremamente consistente a um ataque letal, apresentando ao mundo uma nova geração de ouro.

Após avançar sem dificuldades pela fase de grupos, o verdadeiro cartão de visitas da equipe apareceu no mata-mata.

Nas oitavas de final, os franceses protagonizaram um dos jogos mais marcantes da história recente dos Mundiais: a vitória por 4 a 3 sobre a Argentina.

Foi justamente nessa partida que o jovem Kylian Mbappé chamou a atenção do planeta com arrancadas fulminantes e dois gols decisivos.

Nas fases seguintes, a França demonstrou enorme maturidade tática ao superar o Uruguai por 2 a 0 e a forte seleção da Bélgica por 1 a 0, em um duelo decidido nos detalhes e na eficiência da bola parada.

A consagração veio na final, disputada em Moscou. Com uma vitória convincente por 4 a 2 sobre a Croácia, os franceses conquistaram sua segunda estrela.

Além do título, Mbappé tornou-se o primeiro adolescente a marcar em uma final de Copa do Mundo desde Pelé.

Treinador

No comando técnico, Didier Deschamps representa a continuidade e o pragmatismo da seleção francesa.

Capitão do título mundial de 1998 e treinador da conquista em 2018, Deschamps conhece como poucos os caminhos para o sucesso em torneios de tiro curto.

Mesmo frequentemente questionado pela imprensa europeia por um estilo de jogo mais reativo e menos vistoso do que o talento de seu elenco sugere, seu modelo é baseado em extrema solidez defensiva e transições rápidas.

O principal desafio do treinador para o próximo ciclo será integrar a nova geração de talentos sem perder a mentalidade competitiva que transformou a França em presença constante nas fases decisivas das grandes competições.

Craques

A França possui um dos elencos mais fortes e talentosos do futebol mundial. Para este ciclo, dois nomes aparecem como protagonistas do setor ofensivo.

O primeiro, naturalmente, é Kylian Mbappé. Campeão em 2018 e artilheiro da Copa de 2022, o atacante reúne velocidade, explosão e enorme poder de decisão, assumindo cada vez mais o protagonismo absoluto da seleção.

Ao seu lado, surge Michael Olise, jovem destaque do FC Bayern Munich.

O ponta adiciona criatividade, drible curto e excelente visão de jogo, sendo uma peça importante para quebrar defesas fechadas e alimentar o sistema ofensivo francês.

Palpite TDB

Nós, do TDB, enxergamos a França como uma candidata natural ao título.

Com a qualidade técnica disponível e o histórico recente sob o comando de Deschamps, a seleção francesa possui estrutura suficiente para alcançar, no mínimo, as semifinais.

Veredito TDB

A França é uma potência consolidada e ocupa atualmente a prateleira mais alta do futebol mundial.

Os Bleus chegam à competição como uma das principais favoritas ao título e aparecem como uma das seleções a serem batidas no torneio.

Crédito de Imagem: Getty Imagens

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