RAIO-X DA COPA: BRASIL

História, momento, destaques e expectativas da seleção brasileira para o Mundial

Luiz Malcov (@luiz_malcov)

5/15/20263 min read

Primeira participação

A Seleção Brasileira é a única que participou de todas as edições do torneio. Sua primeira participação foi no ano de 1930, na Copa sediada pelo Uruguai.

Logo na estreia já houve polêmica: por conta da briga entre dirigentes das federações carioca e paulista, a convocação de atletas de São Paulo foi boicotada. A única exceção foi o atacante Araken Patusca.

O Brasil perdeu para a Iugoslávia por 2 a 1 e goleou a Bolívia por 4 a 0. O primeiro gol brasileiro em Copas foi marcado por Preguinho.

Única seleção pentacampeã

Dentre todas as seleções que já ganharam a Copa do Mundo, somente o Brasil conquistou o feito de cinco títulos.

Sua primeira taça veio em 1958. Naquela Seleção havia nomes que se tornariam lendários, como Pelé, Mazzola e Garrincha. A final contra a Suécia terminou em 5 a 2, presenteando a Seleção Canarinha com seu primeiro título mundial.

Quatro anos depois, em 1962, o Brasil repetiu o feito. Após a lesão de Pelé no segundo jogo, o jogador das "pernas tortas", Garrincha, assumiu o protagonismo e carregou a Seleção para a final contra a Tchecoslováquia.

O resultado foi 3 a 1, com gols de Amarildo, Zito e Vavá.

Em 1970, o Brasil realizou um feito jamais visto: um time recheado de camisas 10 que, no papel, parecia imbatível. O técnico Zagallo, campeão como jogador em 58 e 62, comandou nomes como Pelé, Tostão, Gérson e Rivelino.

Destaque para Jairzinho, o "Furacão", que marcou em todos os jogos. Na final, o Brasil atropelou a Itália por 4 a 1 e se tornou o primeiro tricampeão.

O tetra veio em 1994, após um jejum de 24 anos. Nos Estados Unidos, a Seleção de Carlos Alberto Parreira contava com o paredão Taffarel, a liderança de Dunga e a dupla Romário e Bebeto.

Após um empate sem gols contra a Itália na final, a decisão foi para os pênaltis. O brilho de Taffarel e o erro de Roberto Baggio garantiram o título.

Após o apito final, a Seleção dedicou a vitória ao piloto Ayrton Senna, falecido meses antes.

A última conquista foi em 2002, na Coreia do Sul e Japão. A "Família Scolari", liderada por Felipão, contava com nomes como Ronaldo Fenômeno, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e o capitão Cafu.

Na final contra a Alemanha, Ronaldo marcou os dois gols da vitória. O TDB deixa aqui uma menção honrosa ao golaço de falta de Ronaldinho contra a Inglaterra nas quartas.

História da Camisa Amarela

Após a amarga derrota de 1950 no Maracanã (o Maracanazo), a então camisa branca com detalhes azuis foi considerada "azarada".

Em 1953, o jornal Correio da Manhã organizou um concurso para um novo uniforme que contivesse as quatro cores da bandeira. O vencedor foi o jovem Aldyr Garcia Schlee, de 19 anos, que criou o modelo eterno: camisa amarela com gola verde, calção azul e meias brancas.

A "Amarelinha" estreou com vitória de 1 a 0 sobre o Chile em 1954.

Craques que já vestiram a Amarelinha

Além dos citados, outros gênios marcaram época:

• Zico e Sócrates (pilares de 1982)
• Leônidas da Silva (o Diamante Negro)
• Roberto Carlos e Falcão
• Kaká e Ronaldinho Gaúcho

Trajetória pré-Copa e Técnico

O Brasil enfrentou um ciclo turbulento, com trocas de comando durante as Eliminatórias.

Agora, sob a batuta de Carlo Ancelotti, o primeiro técnico estrangeiro da Seleção, busca-se estabilidade. O italiano, multicampeão europeu, traz a experiência de ter trabalhado com os principais astros brasileiros no Real Madrid.

Craque da Seleção: Vinícius Júnior

Com a possível ausência de veteranos, o protagonismo recai sobre Vini Jr. O jogador, que se firmou como estrela global no Real Madrid, chega com o peso de ser o melhor jogador do mundo de 2024.

A expectativa é que ele replique na Seleção o desempenho decisivo que o consagrou na Europa.

Expectativa e Veredito TDB

O Brasil chega com a chance de quebrar o jejum em solo americano, repetindo o cenário de 1994. A lista final será divulgada por Ancelotti no Museu do Amanhã, na segunda-feira, dia 18.

Veredito TDB

O Brasil entra como favorito e tem plenas condições de trazer o Hexa para casa.

Crédito de Imagem: Franco Arland / Getty Imagens