Em entrevista ao SportsCenter, Samir Xaud afirmou que a pressão nas redes sociais pela não convocação de Neymar não impactou os bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Imagens: CBF

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Tamara Garcia

3/26/20261 min read

Nos últimos dias, torcedores, influenciadores e até ex-jogadores pressionaram a entidade e Carlo Ancelotti pela ausência do camisa 10 na lista para os amistosos contra França e Croácia. Questionado sobre o tema, o presidente deixou claro que a comissão técnica tem total autonomia para definir os convocados.

“Não impacta. Sempre deixo claro que a comissão tem 100% de autonomia de definir os jogadores. Sabemos o jogador que o Neymar é, esperamos que sempre estejam os melhores conosco”, disse Xaud à ESPN.

Além disso, o dirigente reforçou que esse tipo de pressão não interfere no trabalho interno da entidade.

“Particularmente, não recebo pressão. E isso não afeta nosso trabalho e quem define isso. Temos um grande líder que está tratando e foi contratado para isso. Deixo na mão dele, e os jogadores tem que fazer por onde”, completou.

Ainda sobre Neymar, o presidente foi questionado sobre a possibilidade de um tratamento especial na preparação do jogador para a Copa do Mundo. Xaud negou e afirmou que o acompanhamento é feito de forma igual com todos os atletas que estão no radar da comissão técnica.

“Não só com o Neymar, mas com todos os jogadores que são acompanhados pelos médicos da CBF, e sempre vai ser assim. Não tem privilegio para um ou outro, mas tem, sim, contato com os clubes que estão na nossa lista. Não tem especificidade e nem tratamento especial para algum jogador ou outro”, declarou.

Por fim, ao comentar a ausência do jogador do Santos no confronto contra o Mirassol, o presidente negou qualquer desencontro entre Ancelotti e Neymar e afirmou que a ida do treinador ao jogo já estava programada.

“Não teve desencontro com Neymar. A comissão faz sua programação com antecedência e essa programação foi repassada, e ele [Neymar], infelizmente, não estava apto para o jogo. Isso pode acontecer, não temos controle disso e, como era programado, demos continuidade a nossa ida para Mirassol”.