De charutos a lojas de grife: os gastosde Júlio Casares no cartão corporativo do São Paulo
Gastos foram realizadas entre 2021 e 2025
Nathan Bispo (@onattaripress)
7/23/20262 min read


Charutos e lojas de grife: Julio Casares gastou mais de R$ 1 MILHÃO com o cartão do clube.
Os valores gastos aconteceram entre janeiro de 2021 a dezembro de 2025.
O ex-presidente do São Paulo devolveu R$ 560.401,74 ao clube, em novembro de 2025, o valor seria referente a gastos pessoais.
O cartão corporativo do São Paulo foi utilizado 71 vezes na casa de charutos Esch Café, 53 vezes no restaurante Gero, um dos restaurantes mais renomados de São Paulo, lojas de grife, como Prada, durante a viagem com a Seleção nos Estados Unidos e também com cuidados pessoais, como consultas num endocrinologista e idas a um salão de beleza.
Existe uma compra de R$ 2.272,11 numa farmácia.
O São Paulo enviou uma nota ao GE, afirmando que o valor devolvido ao clube foi estabelecido por Casares. As faturas anteriores estão sendo analisadas. Em caso de comprovação de que o cartão foi utilizado para fins pessoais, o São Paulo irá buscar o ressarcimento.
Casares se pronunciou:
“Mais uma vez, esse assunto está sendo colocado de forma reiterada em pauta. Os valores por ele restituído são aqueles suscetíveis a interpretação do uso do cartão de forma particular, em que pese o cartão tenha sido utilizado, única e exclusivamente, no exercício inerente à função de Julio Casares, enquanto Presidente do São Paulo.”
“Quanto aos demais valores, tratam-se de gastos operacionais, do dia a dia, que o setor financeiro tem os registros. Considerando que não existia, no âmbito do São Paulo, normas referentes ao uso do cartão corporativo, Julio Casares propôs norma ao Compliance, que fora aprovada no Conselho de Administração sobre o uso do cartão corporativo e o eventual reembolso. Aliás, por este motivo, inclusive, é que se reitera e solicita ao São Paulo o demonstrativo do uso do cartão por outras gestões anteriores.”
“Relembrando que o balanço de 2025, em que houve a quitação dos gastos da Diretoria Financeira, apresentou superávit de 57 milhões, redução da dívida em 110 milhões e o faturamento recorde de 1,07 bilhão.”
“Por fim, registra-se que Julio Casares dedicava-se, exclusivamente, ao São Paulo, com pauta e agenda de reuniões e viagens exaustiva, justificando o volume do uso do cartão, no exercício inerente à função.”
