Como o Barcelona mudou a mentalidade do Futebol Espanhol
Mudança de mentalidade ajudou a seleção espanhola a dominar o futebol por Décadas
Luiz Malcov (@luiz_malcov)
7/19/20262 min read


A fonte de La Masia: o motor por trás do novo DNA da seleção espanhola
A identidade da Fúria mudou drasticamente desde os títulos da era de ouro (2008-2012). A influência de La Masia, a famosa academia do Barcelona, e do próprio elenco principal moldou desde o perfil dos atletas até o estilo de jogo atual. Dos convocados recentes, quase metade do elenco teve passagem pela base catalã. Nomes fundamentais na engrenagem de jogo, como Cucurella e a joia Lamine Yamal, são frutos dessa estrutura.
Em pouco mais de uma década, o clube catalão e a seleção passaram por profundas reformulações. Se o auge de 2010 foi construído sob o mantra do tiki-taka de Pep Guardiola, o DNA espanhol recente passou a seguir a cartilha de um Barcelona mais vertical — aquele de 2014-2015, comandado por Luis Enrique, técnico que anos mais tarde assumiria o comando da própria seleção para iniciar essa transição geracional.
O verdadeiro responsável por consolidar essa nova engrenagem tem nome e sobrenome: Luis de la Fuente. Atual técnico da seleção principal, ele comandou as categorias de base do país por anos, o que lhe permitiu conhecer intimamente e ajudar a moldar a nova geração. Mesmo após o vice-campeonato nas Olimpíadas de 2021 contra o Brasil, o treinador conseguiu se firmar. Promovido ao time principal, ele coroou seu trabalho ao conduzir a Espanha aos títulos da Nations League e da Eurocopa, provando que a aposta na continuidade foi certeira.
O resultado prático em campo fica evidente quando desmembramos a seleção atual para analisar os perfis individuais. A genialidade e a visão de Lamine Yamal na ponta direita carregam o inegável DNA de Lionel Messi, trazendo de volta a magia do prodígio canhoto formado em La Masia. Na outra extremidade, a velocidade e a ousadia de Nico Williams remetem diretamente ao impacto que Neymar causava ao romper defesas naquele plantel catalão. No comando do ataque, a assertividade de Oyarzabal busca preencher a lacuna letal que um dia foi de Luis Suárez. Já no meio-campo, a combatividade associada à alta qualidade de passe faz de Rodri o herdeiro natural de Sergio Busquets, enquanto Dani Olmo assume a regência na quebra de linhas, flertando com a genialidade que consagrou Andrés Iniesta. Por fim, a segurança defensiva na saída de bola, antes garantida por Piqué e Mascherano, hoje ganha forma com a dupla Cubarsí e Laporte.
