Clubes devem propor mudanças importantes na próxima reunião com a CBF
Limite de 12 jogos para transferências e criação de time “B” serão duas pautas importantes
Otavio Izaque (@otavioo.iz)
9/22/20262 min read


Cartolas das principais equipes das divisões nacionais devem propor mudanças importantes para as competições nacionais a partir da próxima temporada. Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina, revelou os tópicos após a última reunião entre os representantes dos clubes e a entidade máxima do futebol brasileiro.
O primeiro tópico é o fim do limite de 12 jogos para que um jogador possa se transferir de um clube para outro dentro do futebol brasileiro. Por exemplo, se um jogador for negociado pelo Atlético-MG com o São Paulo, ele não pode ter atuado em mais de 12 partidas com a camisa do clube mineiro para poder se transferir para a equipe paulista. Exemplos como esse acontecem todos os anos nas principais divisões do país e impedem que jogadores que serão negociados entre clubes da mesma divisão sejam relacionados quando estiverem próximos de ultrapassar o limite.
A ideia dos principais clubes é acabar com essa restrição, dando mais liberdade para as transferências nacionais e evitando que os atletas tenham de esperar o fim das competições para se transferirem para outra equipe.
A segunda ideia apresentada por Bellintani trata diretamente da formação de jogadores. O dirigente propôs que clubes brasileiros possam criar uma “equipe B” para disputar competições oficiais, seguindo um modelo utilizado por equipes europeias como Barcelona, Benfica e Porto. O objetivo, segundo Bellintani, seria criar uma etapa intermediária entre as categorias de base e o futebol profissional. O clube poderia manter jovens em desenvolvimento em uma equipe competitiva, com calendário próprio e possibilidade de utilização por atletas que ainda não estejam prontos para atuar regularmente no time principal.
— A gente teria uma formação de atletas no médio prazo muito mais consolidada aqui no Brasil — afirmou.
A discussão ganha força justamente no momento em que a CBF tenta aumentar o espaço para jogadores sub-23. O diagnóstico apresentado pela entidade aponta uma queda na participação desses atletas nos últimos anos e relaciona esse movimento ao aumento da presença de estrangeiros e de jogadores mais experientes nos elencos.
